Fundo de funil

Quanto custa um sinistro que você não investigou?

Leitura: 6 min · Categoria: Gestão de risco e custos

Existe um custo que não aparece em nenhuma planilha de frota, porque ele se esconde dentro de números que parecem normais. É o custo do sinistro que virou rotina.

Cada sinistro não investigado vira custo aceito.

Quando um sinistro acontece e ninguém pergunta por quê, a operação aprende, sem perceber, que aquilo é o preço de operar. O prêmio do seguro sobe, a franquia é paga, o veículo fica parado, e tudo isso entra na conta como "imprevisto". Só que imprevisto que se repete não é imprevisto: é padrão não tratado.

A conta que quase ninguém faz

O custo real de um comportamento de risco vai muito além do conserto. Some:

Um único acidente grave costuma custar várias vezes o valor visível do reparo. E o gatilho, quase sempre, é um comportamento que já dava sinais semanas antes.

Por que a videotelemetria sozinha não resolve

Ter a câmera é o começo, não o fim. Sem análise, o vídeo só prova o que deu errado depois que deu errado. O que muda o jogo é cruzar os eventos (frenagem, curva, velocidade, fadiga) num score de risco por motorista, que aponta quem está prestes a se acidentar antes da viagem começar.

É a diferença entre uma operação que assiste ao acidente em alta definição e uma que o impede de acontecer.

Do custo aceito ao custo evitado

Quando uma operação passa a agir na causa raiz, o sinistro deixa de ser custo fixo e volta a ser o que sempre foi: um comportamento previsível. Não é comprar mais câmeras, é tratar cada evento de risco como dado e agir antes que ele vire prejuízo.

5 camadas
o custo real de um sinistro vai muito além do conserto: franquia, seguro, parada operacional, pessoas e reputação.

Quanto a sua operação está aceitando como custo, sem perceber?

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